Classificação Brasileira Hierarquizada Procedimentos Médicos

Foi realizada recentemente, na Associação Médica Brasileira (AMB), assembleia para debater atualização na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, mais conhecida como CBHPM. As atualizações propostas seguem agora para aprovação final, que será feita em data ainda a definir, quando será marcada plenária pela AMB. A CBHPM é o parâmetro de honorários médicos e visa garantir uma remuneração digna e equilibrada dos serviços prestados. A mesma surgiu da ação unificada da AMB, Conselho Federal de Medicina, Sociedades de Especialidade e apoio das demais entidades médicas do país. O membro da diretoria da ASAMI responsável pela defesa profissional, Dr. José Luiz Zabeu, acompanhou a assembleia na AMB e explica o que está sendo proposto com a a atualização da CBHPM: “Não haverá exatamente um reajuste dos valores atuais e sim uma grande reformulação da classificação. Muitos procedimentos foram excluídos, outros tantos foram acrescentados e ainda outros foram modificados. A tendência é que haja uma maior valorização da maioria dos procedimentos nos quais trabalham os médicos da ASAMI”. Dr. Zabeu também destacou a importância da ASAMI estar presente e acompanhando este processo em todas as etapas: “Graças à participação da ASAMI na Comissão de Honorários da SBOT, tivemos voz ativa e pudemos implementar as mudanças necessárias para uma remuneração mais justa, a partir da opinião em consenso de toda a diretoria da ASAMI”. As mudanças que o Dr. Zabeu destaca são as seguintes: introdução do pagamento de honorários para a fixação externa na urgência e a padronização das cirurgias, evitando-se diagnósticos e focando nos procedimentos efetuados, diferenciando os mais simples dos mais complexos. Mudanças na valoração dos fixadores externos também foram bastante debatidas pela Comissão de Honorários da SBOT, onde foram excluídas da atual CBHPM todos os códigos atuais que fazem referência a ˜fixador externo˜, pois os mesmos apresentavam, invariavelmente, valoração a menor em relação a qualquer tipo de cirurgia semelhante feita sem o uso de fixador externo. Dr. Zabeu explica: “Uma fratura de fêmur tratada com placas ou hastes paga hoje cerca de 30% a mais que a mesma fratura tratada por um fixador externo. Isto irá mudar. A fixação externa na urgência deverá ser remunerada e a conduta definitiva, se envolver fixação externa, será novamente remunerada, com seu valor definido a partir da complexidade da montagem a ser realizada e da necessidade ou não de um acompanhamento mais frequente e prolongado do caso”. Para o Dr. Carlos Jasmin, membro da Comissão de Honorários da SBOT, as mudanças devem ser aprovadas até o início de 2018 e informa qual será o próximo passo: “A CBHPM é a base de valores que deve ser paga aos profissionais da medicina. O próximo objetivo será iniciar uma negociação nacional com os planos de saúde”.